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COMUNICAR E CONSCIENTIZAR: A MELHOR CAMPANHA DA SABESP

Escrito por: EBVB

SABESP One2030Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) empresa brasileira que detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no Estado de São Paulo, participou da Segunda Jornada do ONE2030.

Seu principal acionista ainda é o Governo do Estado, que controla a gestão da companhia e que, até o momento do evento, ainda não havia dado maiores informações à respeito da privatização da Sabesp. Sabe-se, entretanto, que o Projeto de Lei, que cria uma nova empresa para administrar a companhia, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo no último dia 5 de setembro, e deverá agora seguir para sanção do Governador.

Segundo Carlos Hashish, assessor de comunicação da Sabesp, a empresa deverá, na verdade, assumir a administração de uma holding, para ampliar seus conhecimentos e se aprimorar enquanto gestora pública. Além disso, para Hashish, “só é possível conseguir investimento quando se obtém lucro”.

Na prática, a Sabesp repassará seus ativos a uma companhia que detém as ações majoritárias de outras empresas e que se encarregará de buscar no mercado investimentos da iniciativa privada, uma vez que, para os olhos da companhia, não interessa mais ao capital privado o modelo clássico de privatizações, no qual o Estado entrega o controle total da estatal ao mercado. O governo de Geraldo Alckmin deverá se manter como um agente avalizador, que seria o responsável por fazer investimentos na Sabesp.

Assim como o lixo que é jogado na margem esquerda da cidade corre para o Rio Pinheiros e o que é jogado às margens direita, corre para o Rio Tietê, há quem se oponha e quem não. Ao tratar de Saneamento, no entanto, Hashish procurou focar em como a Sabesp comunica esta e tantas outras informações importantes para seus clientes, que engloba, nada menos que a cidade de São Paulo inteira, ou seja, mais de 12 milhões de habitantes.

“É bem difícil defender o poder público, atualmente – concorda Hashish –, por isso é que acredito que este é um trabalho vocacional, principalmente quando feito junto às crianças. Mas notícia boa, não é noticia”, lamenta ele.

É mesmo necessário fazer um mea culpa em nome da imprensa: a Sabesp tem grandes obras, como a despoluição do rio Sorocaba, a soltura de peixes da espécie Jundiá no rio Jundiaí, a limpeza dos córregos da Zona Leste da capital, a ampliação da ETA de Barueri etc.

“Somos parte da solução do problema, temos que trabalhar juntos, nos dedicar e melhorar a tecnologia”, afirma Hashish defendendo que todas as obras feitas para minimizar a crise hídrica pela qual São Paulo passou entre 2014/2015 estiveram interligadas por um cinturão de empresas da região metropolitana (um total de 7 mil), tornando a cidade melhor preparada.

Embora a seca destes últimos meses vá ocasionar um aumento de R$ 3,50/kW nas contas de luz do paulistano, a partir de outubro deste ano, a Sabesp tem muito para comemorar internamente. Além do Réveillon hidrológico, que se inicia com a primavera e termina em março, teve à frente da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, durante a crise, Benedito Braga.

O atual Presidente do Conselho Mundial de Água não apenas ajudou a cidade a se recuperar e, literalmente, ressurgir da lama, como mantém as campanhas para preparar o Brasil para um futuro com menos água, por meio de incentivos a programas de conscientização e mudança de comportamento da população.

“Incentivar o racionamento e se posicionar, trabalhando as visões locais e geral é o que comunicamos para a população, ensinando a todos que o ciclo da água não é da torneira ao ralo, e as pessoas evoluíram com relação a isso por conta da comunicação”, conclui Hashish.